"O Partido dos Mortos", uma Estória que se Repete

André Francisco Pilon

Universidade de São Paulo
Brasil


 

   
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"The Party of the Dead", a Tale that Repeats Itself
In this essay the author discusses the condition of man in today's world, overwhelmed by a huge political, economical and cultural machinery, which entangle people in surreptitious and shrewd ways, encompassing different aspects of the individual and collective project of life.

Neste ensaio o autor busca discutir a condição do homem no mundo de hoje, tragado por uma imensa engrenagem política, econômica e cultural, que o envolve de forma solerte e sorrateira, abrangendo diferentes aspectos do projeto de vida individual e coletivo.

 

Há cerca de quinze anos, morria Pierre Gripari, notável escritor francês, cujos romances, ensaios, peças de teatro, contos e poesias tornaram-se populares entre jovens e adultos na França. Suas obras tornaram-se parte do acervo das bibliotecas das escolas, escrevendo também para as crianças, "a fim de ajudá-las a compreender a realidade em que viviam".

Apesar de sua celebridade, Gripari viveu uma vida simples. Desde sua infância manifestou seu gosto pela leitura (De Mérimée, Dickens, Jack London, Kipling) e recitava em família, nas ocasiões festivas, as estórias curtas que escrevia. Seus pais, ele grego, ela francesa, eram politicamente radicais e adeptos do espiritismo (a mãe seria "medium").

Para ler no original autores que admirava (Grimm, Hoffmann, Richter, Afanassiev, Gogol), estudou alemão e russo; recebeu o prêmio Voltaire pelo conjunto de suas obras (Contes de la Rue Broca; Lieutenant Tenant; Le Conte de Paris e outras). Interessando-se também pelas grandes obras de Teologia, publicou uma antologia filosófica (L'Évangile du Rien).

Gripari foi profeta dos nossos tempos. Um dos seus contos, "O Partido dos Mortos", é um convite à reflexão sobre os rumos do mundo atual: toda uma população passa, insensivelmente, da condição de vivos para mortos, que, ambulantes, assumem o poder e passam a determinar as políticas públicas mais convenientes para eles (como a expansão dos cemitérios).

Indagado se considerava essa situação normal, o primeiro-ministro respondeu: "Não só normal, mas ainda muito pouco; os vivos são apenas uma minoria, pense em tudo que está morto desde a fundação da cidade!". Mas o presidente da República reagiu prontamente: a partir daquele momento seria proibido morrer. Mas já era muito tarde para reverter a situação.

Você não está querendo morrer, está? perguntavam à alguém. "Não, não, claro que não". Sabe que é proibido, não sabe? Sabia, sabia. Viravam as costas por meio segundo e mais um engrossava o cortejo dos mortos. Indignado, o presidente da República convocou novamente o primeiro-ministro (as câmaras de vídeo não poderiam vigiar todo o mundo):

"O senhor cederá à força", respondeu o primeiro ministro. À força de quem? "À nossa, pois somos os mais numerosos". E sorrindo com um ar vago, apontou para a janela. O presidente levantou os olhos e, surpreso, percebeu que o primeiro-ministro também era um morto. O partido dos mortos tinham-no enviado ao poder para dominarem o país inteiro.

Pela rua passava um cortejo de esqueletos. Marchavam em silêncio; alguns traziam cartazes: "Todo o Poder para os Mortos!" As pessoas, ainda vivas, nas calçadas, tentavam falar com algum morto conhecido, mas o interpelado as olhava com ar vago, distraído, sem diminuir o passo - depois virava o rosto. Poderíamos fazer alguma analogia com o tempos atuais?

Mortos (que se consideram "vivos"), promovem o "enterro" dos outros, empregando desde a força bruta até as formas mais sutis de persuasão e manipulação para fazerem prevalecer seus interesses políticos, econômicos e culturais.. Mestres da repressão (ou da cooptação), "estão sempre prontos a condenar as armadilhas que os apanham, mas não a si mesmos" (William Blake).

Constituem o afluente e organizado "Partido dos Mortos", cujo domínio se estende sobre toda a Terra. Apoderando-se dos postos-chave da política, da economia, da cultura, da educação e da comunicação de forma avassaladora, pisoteiam sobre valores associados à nossa herança natural e construída, dizimam espécies animais e vegetais e destroem progressivamente o planeta.

Diante deles, "vorazes raposas a tomar conta de um galinheiro” (Jack Lang, 2001), permanecemos passivos e inertes: "nossos pecados são tenazes, nossos arrependimentos são frágeis, pagamos grosseiramente nossas promessas e entramos alegres no caminho lamacento, acreditando, através de prantos vis, lavar todas as nossas máculas" ( Baudelaire) [1]

Há décadas atrás, um controvertido movimento de restauração de valores, afirmava que o homem não pode viver torto e pensar direito: homens incapazes de dizer "não" às suas paixões dificilmente podem esperar que as multidões digam "sim" a seus lamuriosos apelos (Campbell e Howard, 1957); seria inútil um desarmamento material sem o "rearmamento moral".

Os sistemas, por mais perfeitos que parecessem no papel, não conseguiriam mudar o egoísmo humano; ao contrário, o egoísmo humano é que mudaria os sistemas. A mensagem fundamental - de amar ao próximo como a si mesmo - foi esquecida diante dos morticínios derivados das hegemonias políticas e econômicas, das disputas religiosas e dos conflitos étnicos.

Há muitos séculos a inteligência humana ocupa-se em inventar razões para fazer calar, no fundo do coração, a voz da consciência, para provar que o "o que eu quero" é de fato "o que está certo"; homens que lutaram contra a tirania transformam-se, no poder, em piores tiranos do que aqueles que esmagaram, à semelhança dos porcos do famoso conto de Orwell.

Diante dos holocaustos e das violentas hecatombes que marcaram (e marcam) a história da humanidade, exemplos terríveis da maldade humana abundariam. Os exércitos turcos, que tinham um mandato de conquista e não titubeavam diante de nada, recuaram em desgosto quando viram centenas de pessoas empaladas nos domínios do conde Drácula.

Vasco da Gama, navegador português, em viagem para as Índias, incendeia em alto mar um barco carregado de peregrinos muçulmanos que retornavam de Meca (homens, mulheres e crianças), apoderando-se de 12 mil ducados e de todas as mercadorias a bordo (ao chegar em Calicut, exigiu a expulsão imediata dos não cristãos). No Novo Mundo, novos conquistadores dizimariam as populações nativas.

Sob o regime soviético, os camponeses que tinham propriedades deixavam de alimentar seus animais, o solo fundia-se sob a neve, com o sangue quente das vacas e das ovelhas que tentavam escapar dos estábulos. Platonov narra que as pessoas os devoravam e, embora saciadas, vomitavam para comer mais, a fim de que não passassem para às mãos dos outros.

Em muitas cidades latino-americanas, uma guerra civil não declarada faz vítimas diárias, solapando a confiança mútua na sociedade como um todo, devido à crescente criminalidade e a toda sorte de injúria física, mental e social. A delinqüência disseminada expressa não apenas problemas econômicos, mas, também, a deterioração de valores sociais e culturais.

A não comercialização de armas (que podem ser contrabandeadas) não resolveria a questão básica: a falta de segurança pública, que "obrigaria" as pessoas a assumirem, individualmente, uma função que é do Estado. Ninguém busca adquirir um produto desnecessário; o que necessitamos é de políticas públicas integradas, que garantam uma vida digna para todos.

Na guerra da sociedade contra si mesma, o inimigo se incorpora ao próprio sistema e escapa à detecção em qualquer sítio em particular. A confiança mútua, como estrutura portadora das relações humanas, é indelevelmente abalada pela imposição, às vezes sutil, às vezes brutal, dos mais variados interesses, sempre muito bem camuflados pela propaganda.

A crise atual assemelha-se a um complexo novelo de fios emaranhados; ao tentar desembaraça-los, mais intrincada torna-se a meada. Os "problemas" são reduzidos às bolhas fragmentadas de superfície, ocultando graves anomalias no bojo do caldeirão efervescente; há uma exclusão de princípio: diagnóstico redutor, projetos segmentados, agravamento da situação.

Não é a exploração "eficiente" do conhecimento que importa, mas o processo pelo qual ele se desenvolve e se atualiza. Ao tentar colocar remendos em tecidos rotos, deixa-se intacto um sistema em que poder é “domínio e exploração”, riqueza, “exploração predatória”, crescimento, “expansão ilimitada”, trabalho, “especialização” (O’Sullivan, 1987).

A "inclusão", nesse sistema, gera um circulo vicioso: os novos "incluídos" crêem que podem gozar das "benesses" oferecidas pelo próprio sistema que os excluiu e debitam aos menos aquinhoados os problemas associados às desigualdades, ao clientelismo, às diferenças de origem, sem questionar as estruturas responsáveis pela exclusão.

A capacidade de escolha e decisão é duplamente afetada: face às "demandas", pelo empobrecimento cultural, pela perda de sensibilidade e capacidade crítica para distinguir, além dos bens de consumo, o que seria melhor para a vida; face às "ofertas", por um quadro pré-estabelecido de opções, orquestrado pelas estratégias de “marketing” e propaganda.

Enquanto modelos de desenvolvimento privilegiam a omnipotência da tecnologia, deteriora-se a qualidade de vida, espaços públicos, cidadania, trabalho, educação, convivência e lazer ficam a mercê dos interesses que os exploram, carências de toda ordem são "substituídas" por simulacros de consumo, busca-se a segurança específica às custas da insegurança geral.

Princípios e idéias, valores e comunicação genuína são substituídos por jargões, “slogans” e propaganda interesseira. O declínio cultural reflete-se na perda de sensibilidade e capacidade crítica para discernir e implementar valores estéticos, éticos e culturais, que tornariam a vida melhor, se integrados a diferentes aspectos da atividade humana.

A degradação da cultura é mais grave do que a ausência de direitos prescritos. Direitos civis, políticos, econômicos ou sociais necessitam de uma cultura que os sustente, sob pena de figurarem apenas no papel. Códigos, estruturas e instituições, direitos e deveres estatuídos, nada podem diante do formidável jogo de interesses de cartas marcadas, em que se transformou o mundo atual.

Privados de liberdade de escolha por um sistema que nos oferece a nossa própria mortalha, participamos, manipulados e controlados, à semelhança de "zumbís" ou "mortos-vivos", de toda sorte de malefícios, de uma dança macabra, ao ritmo do terrível contra-ponto orquestrado simultaneamente pelas "culturas da pobreza" e pelas "culturas da riqueza".

O conceito de qualidade de vida depende de componentes éticos (universais) e êmicos (culturais). O mito do poder e os conflitos dele resultantes - homem versus ambiente, nação versus nação, classes versus classes, homem versus Deus - ignoram o fato de que, nos sistemas complexos (não lineares), as partes não podem controlar o todo ou qualquer outra parte.

O mundo resulta de uma configuração em equilíbrio dinâmico, assemelha-se a um gigantesco holograma e não pode ser classificado em termos de diferentes espécies de objetos, é um processo em que se entrelaçam diferentes espécies de conexões, em que cada região do espaço e do tempo contém e está em relação com o todo (Heisenberg, 1958; Morin, 1965; Prigogine. 1980; Capra, 2002).

A definição dos problemas, prejudicada por representações fragmentadas da realidade e controlada por poderosos interesses, atem-se às bolhas de superfície (os "males" objeto das manchetes dos jornais e dos discursos políticos), mas ignoram o caldo no bojo do caldeirão efervescente. Em sistemas longe do equilíbrio, as intervenções podem desencadear conseqüências maciças.

Estratégias de poder e riqueza afetam o desenvolvimento da singularidade e da reciprocidade entre as diferentes dimensões de mundo (íntima, interativa, social e biofísica), prejudicando a participação, a cooperação, a solidariedade e a assunção de responsabilidades em todas as esferas de vida: família, trabalho, lazer, convivência social.

Nesse contexto, o neo-liberalismo assemelha-se a um anarquismo às avessas; enquanto este preconizava a descentralização política e econômica, o respeito ao ambiente natural e construído, a produção de bens em escala humana, a cooperação entre os homens, as atuais correntes político-econômicas hegemônicas buscam a a espoliação e o domínio.

Sob o rótulo de "progresso" acelera-se a deterioração de valores, a qualidade de vida sofre o assédio de uma devastadora rede de “produtores e consumidores egocêntricos” (Chermayeff & Tzonis, 1981), que buscam legitimar o gozo imediato e, se possível, exclusivo, de recursos, posições e recompensas, reservando-se a si todos os direitos e aos demais todas as obrigações.

A crescente miséria tem como pano de fundo um "modus vivendi" desastroso, que repercute de forma cruel sobre os segmentos desfavorecidos da população, coartados em seu desenvolvimento e incentivados a buscar, a qualquer preço, os simulacros oferecidos pelo mercado e pela cultura de massa, na tentativa de igualar-se aos mais privilegiados.

A luta contra a corrupção, as iniqüidades e as injustiças (não deixando em paz quem as pratica ou com elas compactua), implica no reconhecimento de que são conseqüências do sistema que lhes dá guarida e não resultam, apenas, de peculiaridades individuais, como podem levar a crer os contextos dramático-narrativos dos "mass-media (Macé, 2001).

Qualidade de vida, direitos humanos, ambiente físico e social transcendem os fatores meramente econômicos, necessitam de um universo ético e cultural, sem o qual nenhuma legislação garante qualidade de vida plena, o acesso ao que há de melhor na herança da humanidade, em termos de educação, cultura, arte, beleza, criatividade, convívio e paz.

Direitos humanos não podem ser simplesmente "colados" em contextos de vida desfavoráveis para torná-los, por milagre, favoráveis; é preciso cuidar do caldeirão efervescente, das iniqüidades e dos abandonos; o cuidado com o outro transcende os pactos de interesses, de legítima defesa ou da simples solidariedade, vai além do medo da morte, como medo de ferir ou matar alguém (Lévinas, 1987)

A outorga de direitos não é suficiente: pouco serve dar a todos o "direito de tocar piano" se não houver liberdade para tocá-lo, isto é, se ninguém aprendeu como fazê-lo e se o piano não existe. Liberdade não é apenas a ausência de coerção externa (liberdade "de"), mas é a possibilidade de agir, escolhendo o que é melhor para si e para os demais (liberdade "para") (Fromm, 1966).

A existência humana depende de um campo dinâmico, configurado por um mundo subjetivo (sujeitos), por um mundo de relações (grupos primários), por um mundo dos homens (sociedade) e por um mundo circundante (ambiente) (Biswanger,1973). Estar-no-mundo significa existir em diferentes dimensões, que se implicam mutuamente: íntima, interativa, social e biofísica (Pilon, 2003).

A solidariedade que o mundo de hoje exige não é a dos laços de sangue, de compadrio, de interesses: os indivíduos só poderão se emancipar se estiverem dispostos a trabalhar e cooperar para a emancipação da humanidade; esta, por sua vez, não se pode auto-emancipar sem que também promova a emancipação dos indivíduos que a compõem (Radnitzky, 1970).

É necessário desenvolver, nos nichos sócio-culturais de ensino-aprendizagem, condições que favoreçam o relacionamento adequado entre pessoas, grupos, sociedade e entorno; o pluralismo construtivo (Unesco, 1999), não ignora, nivela ou suprime as diferenças, mas aceita a diversidade, a transforma e enriquece, dando um sentido moral e cultural para a existência.

O relação com o "outro" implica o reconhecimento de semelhanças e diferenças; semelhantes enquanto seres humanos, com necessidades comuns que devem ser atendidas, mas diferentes em termos de subjetividade e das diferentes aptidões que enriquecem a vida pessoal e coletiva, “o outro é aquele que me convoca à responsabilidade” (Lévinas, 1987).

Viver não é uma mera circunstância, ou uma fatalidade, envolve nossas possibilidades de sentir, refletir e agir, percepções, habilidades, expectativas, valores e participação em projetos suscetíveis de modificar nosso contexto de vida, capacidade para empatia, inclusive com aqueles considerados estranhos ou hostis (Znaniecki, 1935).

O planejamento normativo projeta para amanhã as tendências de hoje, o exploratório define previamente os objetivos e explora novos caminhos para atingi-los (Jungk, 1974). Novas formas de ser, sentir e estar no mundo dependem da construção de novas formas de estar no mundo, em diferentes circunstâncias e situações, que propiciem a revisão de paradigmas.

Visões transformadoras vão além de um repertório técnico ou instrumental, futuros alternativos exigem um novo conceito de "normalidade", além da "reparação" ou do "conserto" de coisas ou pessoas (Miah, 2003)., não se trata de um “up-grade” tecnológico, mas de um novo patamar, de novos paradigmas e formas de compreender e estar-no-mundo.

O que está em jogo é a capacidade para responder adequadamente aos desafios representados pela missão de estar no mundo, a comunidade humana não pode permanecer fechada em si mesma, a solução dos problemas pode não depender apenas dela, mas da teia das relações com a natureza, com o cosmos, com forças que não podemos controlar (Wood,. 2000).

Duramente afetados pelas guerras, desastres e flagelos, os homens de hoje têm apenas duas opções: ou engrossam o cortejo dos mortos, como no conto de Pierre Gripari, ou resgatam a condição humana, que implica em uma posição crítica e atuante diante da imensa engrenagem política, econômica e cultural, que, de forma solerte e sorrateira, envolve o mundo.

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

BINSWANGER, L. 1957.Being-in-the-world, London, Souvenir Press.

CAMPBELL e HOWARD A arte de transformar os homens. Edição Rearmamento Moral, S. Paulo, 1957.

CAPRA, F. The Hidden Connections : A Science for Sustainable Living. Harper Collins, 2002.

CHERMAYEFF, S. & TZONIS, A. - Shape of Community, Realization of Human Potential. Middlesex, Penguim Books, 1971.

FROMM, E. Escape from Freedom. Holt, Rinehart and Winston, Inc., New York, 1941

HEISENBERG, W. Physics and Philosophy: The Revolution in Modern Science. New York, Harper and Row, 1958

JUNGK, R. Pari sur l'homme. Ed. Robert Laffont, Paris, 1974.

LANG, J. The liberty of the fox in the hen house. Allocution de Jack Lang, ministre de l’Education nationale, Ministère de la Culture, Paris, 2001.

LEVINAS, E. Autrement qu'être ou au-delà de l’essence. Paris, Kluwer Academic, 1974.

MACÉ, E. “Loft Story” et le réalisme de la culture de masse. Libération, 12/07/2001: 5

MIAH, A. Be Very Afraid: Cyborg Athletes, Transhuman Ideals & Posthumanity. The Journal of Evolution and Technology 13 (2), October, 2003.

MORIN, E. 1965. Introduction à une politique de l’homme. Seuil, Paris.

O’SULLIVAN, P. E. Environment science and envinonment philosphy. The Int’l J. of Environment Studies, 28, 97-107; 257-267,1987.

PILON, A. F. Living Better in a Better World. The Ecosystemic Approach to Quality of Life. The Communication Initiative Forum, 2003. Disponível em URL:

PRIGOGINE, I. From being to becoming, Freeman, San Francisco 1980

RADNITZKI, G. Escuelas contemporânea de metaciencia. Lund. Scandinavian University Books, 1970.

RYAN, William F., S.J. Culture, Spirituality & Economic Development - Opening a Dialogue. International Development Research Center IDRC 1995

UNESCO. Towards a constructive pluralism. Colloquium Unesco & the Commonwealth Secretariat. Paris, 29-30 January 1999.

WOOD, D. Thinking against the grain. An interview by Darren Hutchinson, Fall 2000. [online] URL:

ZNANIECKI, F. Ludzie terazniejsi a cywilizacja przyszlosci (The People of Today and the Civilisation of Tomorrow), Ksiaznica "Atlas", Lwow, 1935.

 

Notas:

[1] Nos péchés sont têtus, nos repentirs sont lâches;
Nous nous faisons payer grassement nos aveux,
Et nous rentrons gaiement dans le chemin bourbeux,
Croyant par de vils pleurs laver toutes nos taches.

 

André Francisco Pilon. Jornalista, Professor Associado do Departamento de Prática de Saúde Pública, da Faculdade de Saúde Pública, da Universidade de São Paulo; Psicólogo Judiciário da Vara da Infância e da Juventude da Comarca de S. Paulo; Editor Responsável da Revista Academus (BLISSN 0001-4230).

André Francisco Pilon. Journalist, Associate Professor, Department of Public Health Services, Faculty of Public Health, University of S. Paulo; Psychologist, Juvenile Justice Court of the State of São Paulo; Editor, Journal “Academus” (BLISSN 0001-4230).

 

© André Francisco Pilon 2006

Espéculo. Revista de estudios literarios. Universidad Complutense de Madrid

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