Reflexões sobre leitura: estudo de caso [1]

Eliane Arbusti Fachinetto

Jornalista e mestranda no PPGL/UNISC

Flávia Brocchetto Ramos

Docente no PPGL/UNISC e DELE/UCS


 

   
Localice en este documento

 

RESUMO: As práticas da leitura possuem uma história ligada aos suportes em que os textos são veiculados, como também ao lugar e a época em que a leitura acontece. Darnton (1992) apresenta uma forma de estudar essa história através de reflexões a partir de perguntas que abrangessem: “quem”, “o que”, “quando”, “onde”, “como” e “por que” as pessoas liam. Para efetuar a pesquisa sobre a situação atual da leitura no município de Encantado (RS), foram coletados dados a partir de 206 questionários realizados em diferentes locais da cidade, no período de 20 a 27 de maio de 2005. Os sujeitos foram homens (36,3%) e mulheres (63,7%), acima de 15 anos. Com base nos questionários, buscamos analisar a relação dos sujeitos com os impressos, a partir de tópicos como o modo como as pessoas praticam o ato de ler, o que esperam encontrar no impresso e o que pensam sobre a leitura de livros. A partir dos dados obtidos, elaboramos uma análise à luz de estudos de Darnton (1992), Chartier (1996, 1999), Petrucci e Lyons (1999).

 

A leitura não foi sempre a mesma em todo lugar. E também não é unânime seu conceito entre as pessoas. O ato de ler concretiza-se a partir da relação que o homem estabelece com textos em diferentes suportes. Podemos realizar a leitura de um livro, de um quadro, de uma fotografia, entre outros. Ler não é apenas uma operação intelectual abstrata: implica o uso do corpo e ocorre dentro de um espaço.

Graça Paulino e outros pesquisadores (2001, p. 11), ao discutirem o conceito de leitura, partem da etimologia da palavra ler, que vem do latim legere. Segundo as autoras, na origem do vocábulo, encontram-se três significados: primeiro, ler significa soletrar, agrupar as letras em sílabas; segundo, ler está relacionado ao ato de colher, a leitura passa a ser a busca de sentidos no interior do texto, nessa concepção os sentidos vivem no texto, basta que eles sejam retirados, colhidos como uvas no vinhedo; e, terceiro e último sentido apontado vincula o ler ao roubar, isto é, o leitor tem a possibilidade de tirar do texto sentidos que estavam ocultos, o leitor cria até significados que, em princípio, não tinha autorização para construir. Nesta última acepção, o sentido nasce das vontades do leitor - o autor escreve o texto, mas quem lhe confere vida é o leitor.

Neste texto, não vamos abordar as peculiaridades do ler no que se refere à conceituação do termo, mas vamos pensar sobre o modo como ocorre a relação de homens e mulheres com a palavra impressa no município de Encantado.

A prática da leitura possui uma história, já que as pessoas no Ocidente não leram sempre do mesmo modo. Várias revoluções da leitura modificaram seus gestos e hábitos. Hoje, talvez o protótipo de leitura seja em um sofá, na cama ou em frente ao computador, de maneira recatada e silenciosa. Porém, isso nem sempre foi assim e práticas antigas podem nos causar estranheza. Cavallo e Chartier (1999, p.26) traçam três revoluções da leitura.

A primeira “revolução da leitura” na Idade Moderna seria a passagem da leitura oral para a silenciosa, ela instaura uma relação mais livre e secreta com o escrito. A segunda é a sucessão da leitura intensiva para extensiva. O leitor intensivo interage com um número pequeno de livros, lidos e relidos, transmitidos de geração a geração. Já, o leitor extensivo tem obsessão por ler: consome muitos impressos, diferentes e até efêmeros e lê ávida e rapidamente. A transmissão eletrônica dos textos e as maneiras de ler que se originam dessa modalidade de suporte apontam, atualmente, a terceira revolução. A “materialidade” das obras, nesse caso, altera o elo físico que existia entre objeto impresso e o escrito. O leitor passa a dominar a aparência e a disposição do texto que aparece na tela do computador.

Dessa maneira, pode-se afirmar que as transformações do livro e das práticas de leitura avançam juntas. Por exemplo, a invenção do códex - livro com páginas, a partir do século II d.C. - barateou o custo da palavra escrita e conseguiu atingir um número maior de pessoas, possibilitando também maior liberdade para manusear o texto. Conforme Cavallo e Chartier (1999, p. 32), do códex à tela, o passo é tão importante quanto o que foi dado na passagem do rolo ao códex.

A leitura, quando era feita em voz alta, exercia dupla função: passar informações sobre aquilo que estava escrito àqueles que não sabiam decifrá-lo e socializar os indivíduos em torno dos livros, seja na intimidade familiar ou na convivência letrada. Entre 1750 e 1850, consolida-se a leitura silenciosa de numerosos textos, em uma relação de intimidade, que passa a ser silenciosa e individual. Na representação da leitura no século XVIII, predomina a intimidade. O livro torna-se companheiro de solidão e é, ao mesmo tempo, um objeto de decoração. As bibliotecas particulares revelam-se como sinal de saber ou de poder.

A ostentação de poder através dos livros vem desde os séculos III e II a.C. A leitura era prática exclusiva das classes elevadas e os livros, guardados nas residências, constituíram bibliotecas particulares em torno das quais se reunia a sociedade culta. Da mesma forma, entre os príncipes e nobres da Idade Média, predominam livros de entretenimento e de devoção, mas sua função transcende a simples leitura. Foram também ornamento, sinais de riqueza, de civilização, de vida refinada. Do final do século XI até o século XIV, tem-se uma nova era da história da leitura em função do desenvolvimento da alfabetização. A escrita progride em todos os níveis e o uso do livro se diversifica.

Para entendermos certas práticas atuais de leitura é preciso conhecer a história das leituras e dos leitores, os modos de utilização do escrito, de compreensão e de apropriação dos textos. Segundo Cavallo e Chartier (1999, p. 7), “reconhecer as leituras, é, antes de tudo, constituir séries, estabelecer limites, construir estatísticas”. Darnton (1992) nos apresenta uma forma de estudarmos essa história, a partir da análise de questões como “quem”, “o que”, “quando”, “onde”, “como” e “por que” a leitura ocorre.

Em diferentes épocas, segundo Darnton (1992, p. 212), “homens e mulheres leram para salvar suas almas, para melhorar seu comportamento, para consertar suas máquinas, para seduzir seus enamorados, para tomar conhecimento dos acontecimentos de seu tempo, e ainda simplesmente para se divertir”. E foi pensando nesta afirmação e em pressupostos da história da leitura, que, a partir de uma amostra, resolvemos refletir sobre o que atualmente as pessoas pensam sobre a leitura de livros, o que esperam encontrar na palavra escrita e, principalmente, se praticam o hábito de ler.

Conforme Darnton (1992, p. 203), a descoberta de “quem lia o quê em diversas épocas”, pode ser alcançada através de dois tipos de estudos: macro e microanalítico. Uma pesquisa macroanalítica pode ser feita em registros de publicações anuais, catálogos de feiras de livros e registros em bibliotecas, por exemplo, e revela hábitos e preferências dos leitores. Já através de um estudo microanalítico é possível obter detalhes, como por exemplo, o catálogo de uma biblioteca particular pode ajudar a traçar o perfil do leitor. “Os registros das bibliotecas de empréstimo oferecem uma oportunidade melhor para se fazerem conexões entre os gêneros literários e as classes sociais” (Darnton, 1992, p. 211).

Porém, o que buscamos neste estudo não é um perfil em particular, ou então um perfil sobre os leitores que somente buscam bibliotecas ou livrarias. Tais dados poderiam ser obtidos facilmente nos registros das bibliotecas ou na lista de mais vendidos da revista Veja. O que queremos é traçar um panorama sobre a relação de entrevistados com a leitura, em especial de livros. Nosso campo de pesquisa foi o município de Encantado, localizado no Vale do Taquari, a 140 quilômetros de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. Trata-se de uma cidade de colonização italiana, a qual possui cerca de 20 mil habitantes, residentes, predominantemente, na área urbana (87%).

Na área da educação, Encantado possui 7 escolas municipais, 10 estaduais, uma particular e duas extensões universitárias - a UNIVATES e a UERGS. Conta com uma biblioteca municipal, além das escolares, e uma tabacaria que possui um setor de livros. Não existe livraria na cidade.

A pesquisa realizada foi quantitativa e consistiu na aplicação de 206 questionários, no período de 20 a 27 de maio de 2005, buscando, aleatoriamente, nas ruas, entrevistados com idade superior a 15 anos. Foram feitas 24 perguntas sobre leitura e livros. Após o levantamento dos dados foi possível fazer uma análise das tabelas geradas, conhecendo os percentuais de cada questão, além de cruzar dados. Por exemplo, utilizando como base a questão “Você lê livros?” buscamos a relação com a idade, sexo, renda familiar e escolaridade, entre outras combinações possíveis.

Os jornais aparecem como a leitura mais freqüente, citados por 33,5% dos entrevistados. O livro ocupa o segundo lugar com 21,8% da preferência, ganhando inclusive de revistas e folhetos ou propagandas. Os sites aparecem com 9,7% como leitura mais freqüente. Relacionando esse resultado ao que Chartier (1996, p. 19) aponta sobre os leitores: “podemos reconhecer o contraste entre grandes leitores e leitores de ocasião, entre lectores profissionais, para os quais ler é sempre mais ou menos gesto de trabalho, e todos aqueles para quem o encontro com os textos é simples informação ou puro divertimento”.

A questão principal de nossa pesquisa foi “Você lê livros?”. Verificou-se que 62,6% do público entrevistado lê livros, ao contrário dos 37,4% que não lêem. Dos que se afirmam leitores de livros nos interessa saber sobre seus hábitos e freqüência. Na relação entre leitores de livros e a sua escolaridade, pôde-se perceber que, entre os que possuem ensino fundamental incompleto, 55,8% não lêem livros e 44,2% lêem. Quanto maior a escolaridade, maior o percentual de leitores de livros. Entre os que possuem ensino superior completo, 92,9% se dizem leitores de livros.

Observemos, porém, que uma das formas de conhecermos se o leitor tem realmente um contato efetivo com os livros é saber com que freqüência ocorre a leitura. Dos 62,6% que se consideram leitores de livros, 35,7% disseram que estavam lendo algum livro no dia da entrevista. Ainda, entre os leitores de livros, 78,9% afirmaram que leram livros nos últimos cinco meses. A maioria (24,2%) leu um livro nesse período. Entretanto, aparecem percentuais como 16,8% que leram dois livros, 15,8% leram três livros, 8,4% leram quatro livros e 12,6% leram cinco livros.

Embora o percentual de “não-leitores” de livros seja alto, a grande maioria (69,4%) afirma que sua leitura é “muito importante”. Somadas com as respostas que consideram “importante” (27,2%), o percentual positivo atinge 96,6%. Apenas 3,4% considera “pouco importante” a leitura de livros e afirma que não os lêem. Destacamos que, uma jovem que cursa o ensino médio afirma que não considera a leitura de livros importante, pois neles “só há informações ultrapassadas, velhas, do passado”. O fato sinaliza que, possivelmente, não teve mediadores de leitura que a instrumentalizaram a dialogar com o texto literário.

Segundo Chartier (1999, p. 119), “a faixa etária, o estado civil, o currículo educativo podem definir, mais ainda que a condição social em sentido estrito, a identidade específica de um público de leitores”. Verifiquemos então os índices de leitores em relação a algumas variáveis. O maior público leitor de livros (33,3%) encontra-se na faixa etária entre 15 e 20 anos. Entre os que possuem ensino fundamental incompleto 55,8% não lêem livros. Nota-se que quanto maior a escolaridade, maior o percentual de leitores. Entre os que possuem ensino superior completo, 92,9% dizem ser leitores de livros.

Conforme Lyons (1999, p. 165), o século XIX foi a “era de ouro” do livro no mundo ocidental. “A primeira geração a alcançar a alfabetização de massa foi também a última a ver o livro atuando sem a competição de outros meios de comunicação, como o rádio ou a mídia eletrônica do século XX”. Em relação ao jornal, Lyons (1999, p. 173) afirma que “em algumas famílias católicas, as mulheres eram proibidas de ler o jornal”. O impresso era dividido por temas, baseados nos interesses de homens e mulheres. O homem, ao ler em voz alta, selecionava as matérias consideradas inadequadas às mulheres.

Interessante analisar que o jornal é o tipo de leitura mais freqüente (33,5%). Porém, ao serem questionados sobre o meio que utilizam para se manterem informados, a televisão é bem mais citada (44,7%). Seguida pelo rádio (19,4%) e pelo jornal (18,4%). Os livros aparecem em último lugar, com 3,9%. De acordo com Petrucci (1999, p. 219), hoje, em todo o mundo, o papel da informação e de formação de massa, que por alguns séculos foi próprio dos produtos impressos “para ler”, passou para os meios audiovisuais, ou seja, meios que existem “para serem ouvidos”.

Somente nas famílias com renda superior a R$ 2,4 mil, o jornal aparece com maior percentual (31,3%). A Internet, que até na faixa dos R$ 2,4 mil, aparece com baixos índices, porém entre os que possuem maior poder aquisitivo, assume 25%. A televisão é mais representativa entre as pessoas que freqüentaram até o ensino médio completo e o jornal entre as que possuem nível superior e pós-graduação. Entre os que possuem ensino fundamental incompleto, nenhum utiliza livros para se manter informado e o jornal (7,7%), a revista (3,8%) e a Internet (1,9%) são pouquíssimo citados.

Conforme Lyons (1999, p. 167), “a tradicional diferença entre as taxas de alfabetização masculina e feminina diminuiu e finalmente foi eliminada por volta do fim século XIX”. Assim, um grande número de mulheres transformou-se em leitoras, principalmente de romances. Ao relacionarmos escolaridade ao sexo dos entrevistados, verificamos que a maioria dos homens (33,8%) não concluiu o ensino fundamental, enquanto a maioria das mulheres (32,3%) possui ensino médio completo. Talvez este seja um dos fatores que influenciam a leitura. Entre as mulheres entrevistadas, 70,8% são leitoras de livros, enquanto os homens aparecem com percentuais de 48,6%.

Segundo Lyons (1999, p. 171), “embora as mulheres não fossem as únicas leitoras de romances, elas eram consideradas o principal alvo da ficção romântica e popular”. Eles eram considerados adequados para as mulheres por serem vistas como criaturas em que prevalecia a imaginação, com capacidade intelectual limitada, frívolas e emotivas. “Os jornais, com reportagens sobre eventos públicos, pertenciam geralmente ao domínio masculino (Idem, p. 171)”.

Ao cruzarmos as informações de sexo e que tipo de livro costumam ler, vemos que os homens também lêem romances. A pesquisa revelou que eles preferem romances e livros religiosos (19,4%), seguidos pelos profissionais e técnicos (11,1%). Elas elegem os romances (39,1%), seguidos pelos textos religiosos (19,6%). Os de auto-ajuda aparecem em 16,7% dos homens e 9,8% das mulheres.

Voltando às perguntas que Darnton (1992, p. 213) indica para estudarmos as práticas de leitura, nos falta o “onde”. Ela “é mais importante do que se poderia pensar, pois a colocação do leitor em seu ambiente pode dar sugestões sobre a natureza de sua experiência”. Conforme o pesquisador (Idem, p. 215), para as pessoas comuns, no início da Europa moderna, a leitura era uma atividade social. Ocorria nos locais de trabalho, nos celeiros e nas tavernas e era quase sempre oral.

Já Petrucci (1999, p. 221) nos apresenta outras maneiras de ler, em que o leitor está só, em qualquer lugar da casa, em total liberdade. Elas são “naturalmente conhecidas e também admitidas, mas como secundárias e sentidas como potencialmente subversivas, porque expressam atitudes de pouco respeito para com os textos que fazem parte do cânone”. E cita como exemplo que os hábitos de leitura dos italianos continuam tradicionais. “Muito poucos desejam ler ao ar livre... O lugar preferido, de qualquer forma, é a casa e em seu interior, o quarto do entrevistado” (Idem, p. 221). Nossa pesquisa revelou que, realmente, o local preferido para a leitura, entre a maioria (62%) dos sujeitos indagados é o quarto. A segunda opção é a sala com 25,6%.

De acordo com Petrucci (1999, p. 206), a maior produção e a mais extensa circulação de livros e de periódicos se situam nos países ao mesmo tempo mais alfabetizados e economicamente mais fortes, e em particular em alguns países europeus de antiga tradição cultural. Sabe-se que nem todo leitor é comprador de livros. A busca em livrarias é feita por 46,9% dos leitores e a maioria dos entrevistados (75%) que lê livros retira-os em bibliotecas. O alto preço dos livros é motivo pelo qual as pessoas (62,3%) não os compram. É considerável o número de entrevistados que possuem livros em casa: 86,8%. Porém, a maioria tem apenas entre 11 e 20 livros.

Darnton (1992) sugere ainda as perguntas “por que” e “como”. O que foi revelado é que a leitura é feita por prazer, porque as pessoas gostam (66,9%). Mas, aparecem também 21% que lêem porque precisam para os estudos. Quanto às expectativas em relação à leitura, 56,6% dos entrevistados esperam obter conhecimento, seguidos dos que querem distração e lazer (15,5%) e estar atualizados (10,1%).

O “como” talvez seja a pergunta mais difícil, pois ultrapassa os limites de uma pesquisa sobre hábitos de leitura. As ciências cognitivas buscam respostas para essa incógnita que é o processo da leitura e do conhecimento no cérebro humano. Darnton (1992, p. 233) nos diz que “a história da leitura poderia ser tão complexa quanto à história do pensamento”. É o esforço eterno do homem para encontrar significado no mundo que o cerca e no interior de si mesmo.

 

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Alguns dados revelados merecem atenção especial. Consideramos que o percentual de leitores, unindo a leitura de livros e demais impressos, é expressivo. Constatou-se que 83,7% dos entrevistados que lêem livros também lêem jornais. Ao cruzarmos algumas tabelas pôde-se obter dados como: as mulheres lêem mais livros em relação aos homens; o maior número de leitores está entre os mais jovens; a renda familiar parece influenciar na leitura de livros, uma vez que quanto maior o poder aquisitivo, maior é o número de leitores.

Verifica-se também que quanto mais escolarizada é a pessoa maior a renda. Entre os que possuem nível superior, 50,1% tem renda familiar acima a R$ 2,4 mil. Já entre os que fizeram o ensino fundamental incompleto, a maioria (39,5%) não recebe mais de R$ 600. Entretanto, analisando que a maioria dos leitores busca livros em bibliotecas e não em livrarias, pode-se afirmar que a escolaridade exerce maior influência sobre a leitura. Considera-se que a ausência de livrarias é também um dos fatores que inibe o contato com livros.

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Cavallo, Guglielmo e Chartier, Roger (Org.). História da leitura no mundo ocidental. São Paulo: Ática, 1999. v. 1.

CHARTIER, Roger. (Org.). Práticas da leitura. São Paulo: Estação Liberdade, 1996.

CHARTIER, Roger. “Leitura e leitores ‘populares’ da Renascença ao Período Clássico”. In.: Cavallo, Guglielmo & Chartier, Roger (Org.). História da leitura no mundo ocidental. São Paulo: Ática, 1999. v. 2.

DARNTON, Robert. “História da leitura”. In: BURKE, Peter (Org.) A escrita da história: novas perspectivas. São Paulo. UNESP, 1992.

LYONS, Marlyn. “Os novos leitores no século XIX: mulheres, crianças, operários. In: Cavallo, Guglielmo & Chartier, Roger (Org.). História da leitura no mundo ocidental. São Paulo: Ática, 1999. v. 2.

PETRUCCI, Armando. Ler por ler: um futuro para a leitura”. In: Cavallo, Guglielmo & Chartier, Roger (Org.). História da leitura no mundo ocidental. São Paulo: Ática, 1999. v. 2.

 

Notas:

[1] Estudo realizado no Curso de Pós-Graduação em Letras, Leitura e Cognição - UNISC.

 

© Eliane Arbusti Fachinetto y Flávia Brocchetto Ramos 2006

Espéculo. Revista de estudios literarios. Universidad Complutense de Madrid

El URL de este documento es http://www.ucm.es/info/especulo/numero32/reflexoe.html