A heterogeneidade sociolingüística/pragmática
na obra Trapo de Cristovão Tezza1

Clarice Nadir von Borstel

Universidade Estadual do Oeste do Paraná, Brasil
cborstel@rondonet.com.br - cborstel@sigha.com.br


 

   
Localice en este documento

 

RESUMEN: Este artículo trata de un breve análisis sobre el lenguaje: ficción y realidad histórica con base en enfoques que tratan de la sociolingüística y de la pragmática social en situaciones enunciativas en la comunicación escrita literaria. Se presentará el enunciado del discurso en cuanto a historias y el uso de la heterogeneidad lingüística utilizada en el campo literario de la comunicación lingüística sobre la práctica comunicativa del cotidiano del escritor y del lector. Cuando el escritor usa de la diversidad lingüística en el escenario de situaciones enunciativas de la obra literaria Trapo de Cristovão Tezza.

 

Introdução

A linguagem, especialmente em sua modalidade da comunicação verbal impressa, operando em circunstâncias efetivas de interação comunicativa na obra literária ficcional. Desse modo, muitas de suas propriedades são co-determinadas pela informação contextual e situacional disponível aos interlocutores, o fato de ser relacionada com uma realidade efetiva em condições reais de uma comunicação verbal, caracterizando a expressividade lingüística da enunciação. Portanto, apresentam-se reflexões sobre a pragmática social e situação de enunciação na comunicação literária utilizada na obra Trapo de Cristóvão Tezza. Ao fazer isso, procura-se analisar o discurso enquanto histórias e o uso da heterogeneidade utilizada no campo literário da comunicação verbal lingüística, do intercâmbio autor/escritor e leitor sobre o texto e o contexto literário.

Parece, pois, importante, antes de procurar articular, aqui, reflexões sobre o tema que foi proposto, explicitar as considerações, bem como os aportes teóricos que permitem, na condição de lingüística, olhar para os dados da linguagem do ponto de vista sociolingüístico/pragmático, no gênero comunicativo do uso da heterogeneidade lingüística e a posição enunciativa discursiva em obras literárias.

Há uma preocupação com os usos funcionais da língua nas últimas décadas, a considerar que os textos literários teriam um suporte sociolingüístico e pragmático interessante para trabalhar com a diversidade lingüística, especialmente em contextos em sala de aula, contrastando com a linguagem funcional sócio-cultural dos discentes de suas práticas culturais do cotidiano.

 

Situações enunciativas no texto literário

No que diz respeito à sociolingüística e à pragmática no contexto real, de fatos interculturais e interlingüísticos sobre as variáveis bidialetais em obras ficcionais caracterizando o tempo e o espaço sócio-cultural, não vem a ser uma abordagem nova, mas constante nas obras literárias.

As possíveis reflexões sobre a pragmática e a sociolingüística, ambas definidas em termos amplos, foram citadas por Mey (1998, 2001), que trata a pragmática em contexto de enunciação voltada ao interesse societal do usuário. Considerando o conceito do autor, em

tomar uma formação societal como texto implica atribuir vozes: primeiramente, falantes e ouvintes, mas também eventuais espectadores, ouvintes desconhecidos, leitores (próximos e distantes, tanto no tempo como no espaço)... Uma voz pressupõe um papel, uma personagem, portanto, uma atividade, uma ação. (Mey, 2001, p. 19).

Ao enfocar a pragmática sob o contexto da enunciação, como foi tratado por Dascal (1982, p. 21), em que “(...) a noção de contexto de enunciação de modo a fazê-la conter também, o que parece natural, o contexto verbal (enunciados anteriores e posteriores) em que se insere o enunciado”, ou seja, o enunciado real e sócio-histórico que pode ser investigado em obras literárias, quando o autor narra um determinado grupo e, ou focaliza a cultura e, ou os usos lingüísticos de uma determinada região.

A sociolingüística despontou, no contexto sócio-cultural como uma área fértil e desafiadora, dada à necessidade de compreender e refletir sobre a realidade de usos lingüísticos de um país em que diferentes dimensões sociais se conjugam para a configuração de um quadro sociolingüístico/pragmático complexo, ou seja, uma realidade que até um passado bem recente era conhecida como uma forma lingüística marginal pela sociedade. Muitas vezes, não respeitando a heterogeneidade lingüística regional do bidialetalismo no cenário brasileiro.

Os discursos, enquanto histórias, não surgem in vácuo, mas são produzidos e lidos pelos usuários em situações específicas no qual constroem uma representação não só do texto pelos elementos lingüísticos, mas também de um contexto pragmático social na obra literária. Por conseguinte, ao escrever uma história, o escritor se empenha em caracterizar um ato social, em um ato de narração, um ato de afirmar ou prevenir o leitor com respeito a algum fato caracterizado no tempo e no espaço.

Essas considerações mostram que não se pode dissociar a cena enunciativa de uma história narrativa, de um ficcionista de um universo discursivo, o qual é constituído por vários campos (político, religioso, filosófico, científico, entre outros). Cada campo é formado de vários espaços que são os chamados interdiscursos (Maingueneau, 2005).

Ainda, nas colocações de Maingueneau (1989, p. 33), “a instância de subjetividade enunciativa possui duas faces, por um lado, ela constitui o sujeito em sujeito de seu discurso, por outro, ela o assujeita”. Para o autor, a rede semântica que circunscreve a especificidade de um discurso coincide com a definição das relações desse discurso com o seu outro. Assim como foi citado primeiro por Bakhtin (1988), todo enunciado de um discurso tem dois lados, portanto, ... faces, que são indissociáveis.

A forma e a interpretação da história podem ter uma função de ato de narração pretendida pelo ato de enunciação (DIJK, 1999, p. 17). Segundo estudos sobre os elementos de lingüística para o texto literário. Maingueneau (1996, p. 17), aborda que quando se trata do gênero literário “narração e a noção de situação de enunciação” estes não recebem, necessariamente, um sentido evidente do escritor. A situação de enunciação implica em fatos de certa relação entre o momento e o lugar a partir dos quais o autor enuncia os acontecimentos culturais, políticos e sociais, utilizando também, a diversidade lingüística cultural na obra de uma determinada região.

Esta colocação caracteriza-se pelos aportes pragmáticos utilizados. A pragmática é, de fato, uma certa maneira de abordar a comunicação verbal ou não verbal, através da interação do texto e do contexto (dos processos de uso e conhecimento), o discurso como atividade e a reflexividade da enunciação (Maingueneau, 1996, p. 17).

As intenções apresentadas nos pressupostos contextuais estão envolvidas na história, o autor não está lidando somente com objetos lingüísticos, mas também com os resultados provenientes dos interdiscursos, ou de algum tipo de ação social e cultural. Esses pressupostos têm implicação cognitiva para o leitor. Portanto, uma pessoa que lê e interpreta uma história também constrói uma representação dos possíveis fatos envolvidos, atribuindo uma função específica ou categoria de ação ao enunciado da história. Na maioria das vezes inicia-se pelo próprio título da obra literária. Tanto o escritor quanto o leitor terão motivações, propósitos ou intenções ao entrarem em uma situação de enunciação verbal e ao mesmo tempo se aplica para as ações subseqüentes com as quais as ações verbais estão relacionadas dentro da mesma situação enunciativa.

Portanto, nas considerações de Maingueneau (1996, p. 3), a noção de situação enunciativa não apresenta uma mesma face quando se trata de textos literários e quando se refere a intercâmbios lingüísticos ordinários (interação comunicativa entre os interlocutores).

De acordo com o discurso literário a situação enunciativa não pode anular a figura do “autor”, pois não é redutível a de um locutor comum, mas também não pode ser totalmente dissociada desta figura. Neste caso, quando se trata de “narração” a noção de situação enunciativa não recebe necessariamente um sentido evidente. Este fato implica na relação entre o momento e o lugar dos acontecimentos que Tezza (1995) narra em seu texto literário.

 

A enunciação sociolingüística no tempo e no espaço da obra literária

Nesse domínio, a variedade dos dispositivos inventados e criados é ilimitada para os críticos e analistas das técnicas de um romance. Isso pode ser observado quando há uma coincidência entre a situação enunciativa do mundo real do narrador (escritor) e o universo narrado do romance Trapo de Tezza, em que existe uma clara ilustração da narrativa do personagem professor que caracteriza a ficção de uma fusão do narrador (autor) que é professor e escritor (profissão do narrador), e, de sua narração (o professor: personagem do romance). O narrador que se exprime como professor que ao mesmo tempo apresenta características do autor. Nesse sentido, ele assume a responsabilidade da narração, esse fato pode ser verificado no início da história:

Não é comum que batem à porta depois do Jornal Nacional, quando desligo a televisão e volto para meus livros, para as sutilezas da literatura e da lingüística, com um prazer que nunca tive nos meus trinta anos de magistério. (Tezza, 1995, p. 7).

Na narração de uma parte do romance abaixo, observa-se esta mesma característica na seqüência de eventos e ações na história de Trapo:

(...) De repente, o suor frio: digamos que eu esteja diante de um novo Kafka, de um Rimbaud, de um criador de primeira grandeza, uma sensibilidade cósmica, rompedora de caminhos, de um Artista no sentido revolucionário, brilhante, meteórico e.profundo da Arte? Dos fragmentos de informação, monto a hipótese - e faz sentido. A morte premeditada semanas antes, a obra compilada cuidadosamente, mas como uma roleta-russa literária, entregue a uma dona de pensão ignorante, incapaz de distinguir uma lista de supermercado de um verso de Eliot. Semana que vem ressurgirei dos mortos. As páginas de trapo poderiam estar embrulhando carne em um açougue, ou virando massa numa fábrica de papelão - e, no entanto, por força do acaso, estão aqui em casa, na casa de um velho professor aposentado, maníaco, avesso ao moderno, à juventude, à rebeldia, à quebra de rotina (...). (Tezza, 1995, p. 72).

No final da narrativa da história do romance, a posição enunciativa mostra novamente o narrador com características de autor e, repetindo a fala do início da obra, como pode ser visto:

(...) Caneta à mão, contemplo o vazio da parede onde antes estava Matilde. Escrevo: Não é muito comum que batam à minha porta, depois do Jornal Nacional, da Rede Globo, quando então desligo a televisão colorida e retorno para os meus livros e minhas revistas... Releio, corto meia dúzia de palavras, substituo um verbo e prossigo. Meia página redigida, tomo um café da garrafa térmica que deixei à minha frente, ao lado de alguns textos do Trapo, do esquema da obra e de quinhentas folhas em branco. Que delícia contar uma estória! (...). (Tezza, 1995, p. 190).

Nestas partes do texto do romance percebe-se claramente, a intenção do autor em reproduzir realisticamente os fatos que ele próprio tenha interagido em suas práticas do cotidiano, por conseguinte, tenha desenvolvido em suas atividades como profissional no seu dia-a-dia.

As situações enunciativas, aqui apresentadas, caracterizam fatos que evidenciam acontecimentos culturais e sociais identificados com o autor e a personagem-narrador. Esse fato explícito remete de fato a outro menos visível, porém mais fundamental que aquele do qual o romancista estabelece com seu leitor através da instituição do romance. A característica do papel de narrador a uma personagem redobra e dissimula ao mesmo tempo a passagem do autor, que assina a obra, como narrador, instância puramente textual. Isso pode ser observado em toda a situação enunciativa do texto e do contexto do romance Trapo. As condições de enunciação do texto literário não são uma estrutura contingente da qual a literatura não apenas mantém um discurso sobre o mundo, mas gera sua própria presença nesse mundo, portanto as condições de situação enunciativa do texto literário não são indissociáveis de um contingente sócio-cultural de vozes no qual o autor/escritor convive diariamente e, não poderia se libertar das mesmas, pois estas estão indefectivelmente vinculadas a seu sentido contextual do seu interdiscurso (Maingueneau, 1995, 2005).

 

A heterogeniedade lingüística e pragmática na obra trapo

Uma vez que as ações enunciativas são realizadas em determinados cenários, esses contextos não são estáveis, mas dinâmicos e interativos, isto é, mudam de acordo com os princípios causais, convenções e demais restrições sobre as seqüências de eventos e ações (Dijk, 1999, p. 89).

Essas abordagens em obras literárias apresentam e, ou representam as condições sociais, valores e ideologias dos personagens na obra. Também um texto literário impresso, independente do contexto, apresenta muitas vezes as características do enunciado oral dependente do contexto (estilo falado informal). Essas características podem ser observadas em Trapo na situação enunciativa pragmática da interação comunicativa entre interlocutores: o professor e Izolda (a dona da Pensão):

(...) No sábado... deixa eu ver... eu vi ele de tarde, quando saía da pensão. “Qi velha tô chegando”. É só. É, acho que ele estava meio triste.

(...)

- E o revólver, de quem era? E eu sei lá?! Se era dele, escondia muito bem, não admito arma na pensão. Aliás, foi até bom o senhor falar; há muito tempo, um ano, por aí, ele perguntou se eu não tinha um revólver. Isso mesmo. Cá entre nós, é claro que eu tenho uma pistola na cabeceira da cama, às vezes a gente tem que encarar situações pesadas na pensão.

- E o que você disse?

- Pra que revólver, Trapo? Ficou maluco?

- E ele?

- “Pra matar o pai de Rosana. É o jeito, velha!”. Claro que ele estava brincando. E eu: não seja doido, guri. Te ponho pra rua na hora. Ele dava risada. (...). (Tezza, 1995, p. 35).

Ou também nesta parte do romance, quando o autor/escritor contribui para com a dinamicidade de uma criatividade de uso de novos termos lexicais e, ou àquelas expressões lingüísticas utilizadas pela comunidade de fala e, ou pelos usuários em suas interlocuções do cotidiano. Desta feita, o desejo de tematizar a partir de expressões lexicais no tempo e no espaço das pessoas envolvidas na narrativa histórica da obra.

- Aquela bruaca?! Na certa veio trazer a polícia!

O Inspetor Maigret, alheio ao mundo, junta os cacos do seu quebra-

cabeça:

- Você sabia que a Rosana estava grávida?

O murro na mesa:

- Bem que eu falei pro Trapo, te cuida guri! Bem que eu falei praquele desmiolado! Essa, agora! A Rosana de barriga! Mas me conte, então... (...). (Tezza, 1995., p. 191)

Nestas posições enunciativas impressas, desses dois fragmentos do romance Trapo, podem ser observadas na interação enunciativa de uso e variações lingüísticas tanto na fonética (no uso dos elementos prosódicos), bem como em recursos do falar regional e lexical (o termo lexical guri, próprio da região Sul do país; ou no caso a expressão lexical “Rosana de barriga!” o termo lexical barriga sob o ponto de vista semântico vem a ser gravidez, portanto a Rosana está grávida). Estas características aparecem com muita ênfase nas obras literárias, isso não é novo, pois a heterogeneidade lingüística tem marcas nas obras literárias desde a Idade Média. Ou seja, toda e qualquer situação enunciativa constitui um certo tipo de ação sobre o mundo cujo êxito implica em um comportamento adequado dos interlocutores, que identificam o gênero ao qual o enunciado pertence.

Segundo Bakhtin, “se os gêneros do discurso não existissem, se não os dominássemos, se tivéssemos de criá-los pela primeira vez no processo da fala, se precisássemos construir cada um de nossos enunciados, o intercâmbio verbal seria impossível” (1997, p. 302). Essa colocação pode ser confirmada nos estudos que Bakhtin, fez sobre o “Contexto de François Rabelais” citando que “Rabelais recolheu sabedoria na corrente popular dos antigos dialetos, dos refrões, dos provérbios, das farsas dos estudantes, na boca dos simples e dos loucos” (1993, p. 1). Portanto, a heterogeneidade lingüística, enquanto forma de expressão da cultura cômica-popular, da ironia e de certos fenômenos lingüísticos de práticas do cotidiano cultural, gêneros do vocabulário familiar e público na literatura, esses multilingüismos foram utilizados na Idade Média na obra de Rabelais, refletindo em uma série de fenômenos de usos lingüísticos, segundo o estudo de Bakhtin:

a linguagem familiar da praça pública caracteriza-se pelo uso freqüente de grosserias, ou seja, de expressões e palavras injuriáveis, às vezes bastante longas e complicadas. Do ponto de vista gramatical e semânticos, as grosserias estão normalmente isoladas no contexto da linguagem e são consideradas como fórmulas fixas do mesmo tipo dos provérbios. Portanto, pode-se afirmar que as grosserias são um gênero verbal particular da linguagem familiar. Pela sua origem, elas não são homogêneas e tiveram diversas funções na comunicação primitiva, essencialmente de caráter mágico e encantatório. (1993, p. 15).

É nesse sentido que a obra literária só faz representar um real exterior, define um contexto de prática social. O gênero de discurso aparece como uma atividade social de um tipo particular que se exerce em circunstâncias adaptadas, com protagonistas qualificados e de maneira apropriada sobre o momento e o lugar a partir dos quais o autor enuncia os acontecimentos culturais e sociais do interdiscurso, como está caracterizado na situação enunciativa e pragmática na obra de Trapo.

A partir do exposto percebe-se uma relação entre a situação enunciativa sociolingüística e a pragmática de uma formação societal na comunicação verbal, predominantemente na obra literária, em que a forma e a interpretação de uma história pode apresentar uma função de ato de narração pretendida pelo ato de enunciação.

 

CONCLUSÕES

Quando se reporta a enunciação da narrativa do romance Trapo, da imaginação e da subjetividade, por um lado têm-se os fatos narrados no romance e, por outro a vida profissional do autor/escritor, com fatos razoavelmente comprovados. Portanto, só é possível reconhecer a imaginação do escritor, desde que se possa inteirar dos fatos vividos pelo mesmo no tempo e no espaço sócio-cultural. Conseqüentemente, aquilo que se narra pode ser um texto dialógico de múltiplas vozes e múltiplas interpretações, portanto, as muitas interpretações da narrativa de um romance caracterizam as interpretações do autor/escritor sobre os vários interdiscursos presentes no mundo e na sociedade, como também as múltiplas interpretações dos leitores.

Para finalizar a exposição deste estudo, acredita-se, pois, que as contribuições dadas sobre os estudos de situações pragmáticas e enunciativas sociolingüísticas para analisar uma obra literária, podem trazer uma prática de análise da heterogeneidade lingüística, desde que se aborde os cenários do interdiscurso e de uma reflexão de uso lingüístico nesta área de estudo.

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BAKHTIN, Mikhail (V. N. VOLOCHÍNOV). Marxismo e filosofia da linguagem. Tradução Michel Lahud e Yara F. Vieira. 4. ed. São Paulo: HUCITEC, 1988.

BAKHTIN, Mikhail, A cultura popular na Idade Média e no Renascimento: o contexto de François Rabelais. São Paulo-Brasília: HUCITEC, 1993.

_____. Estética da criação verbal. São Paulo: Martins Fontes, 1997.

DASCAL, Marcelo. Pragmática - problemas, críticas, perspectivas da lingüística. Campinas: IEL/Unicamp, 1982.

DIJK, Teun A. van. Cognição, discurso e interação. São Paulo: Contexto, 1999.

MAINGENEAU, Dominique. O contexto da obra literária. São Paulo: Martins fontes, 1995.

_____. Elementos de lingüística para o texto literário. São Paulo: Martins fontes, 1996.

_____. Gênese dos discursos. Tradução de Sírio Possenti. Curitiba, PR: Criar Edições, 2005.

MEY, Jacob. Etnia, identidade e língua. In: SIGNORINI, Inês. (org.) Lingua(gem) e identidade. Campinas: Mercado de Letras, 1998, p. 69-88.

_____. As vozes da sociedade: seminário de pragmática. Trad. Ana Cristina Aguiar. Campinas: Mercado de Letras, 2001.

TEZZA, Cristóvão. Trapo. Rio de Janeiro: Rocco, 1995.

 

Notas:

[1] Partes deste texto foi apresentado na IV Jornada de Estudos Lingüísticos e Literários - do Curso de Letras da Unioeste campus de Marechal Cândido Rondon - Evento Local, em 2002.

 

Clarice Nadir von Borstel, professora da Unioeste - Universidade Estadual do Oeste do Paraná - campus de Marechal Cândido Rondon, Paraná, Brasil. Leciona Heterogeneidade Lingüística e Teorias da Linguagem no Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Letras. Na Graduação ministra aulas de Fonética e Fonologia; e Sociolingüística. Com Mestrado em Letras Lingüística, sob a orientação de Paulino Vandresen - Universidade Federal de Santa Catarina; Doutorado em Lingüística, sob a orientação de Jürgen Heye - Universidade Federal do Rio de Janeiro e Pós-Doutorado em Lingüística Aplicada, sob a orientação de Marilda C. Cavalcanti - Universidade Estadual de Campinas, Brasil. Artigos publicados: Espéculo (Madrid); Línguas e Letras; Revista do GELNE; Signum. Estudos de Linguagem; Palavra; UniLetras.

 

© Clarice Nadir von Borstel 2006

Espéculo. Revista de estudios literarios. Universidad Complutense de Madrid

El URL de este documento es http://www.ucm.es/info/especulo/numero33/trapo.html