Os devaneios voltados para a infância em poemas de Manuel Bandeira:
um tapete de múltiplas imagens

Silvia Raquel Rocha

Universidade de Santa Cruz do Sul - UNISC


 

   
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Resumo: Este artigo propõe-se a uma retomada das reflexões de Gaston Bachelard acerca dos devaneios voltados para infância. Ao retomar tais reflexões procurou-se associá-las às imagens poéticas suscitadas pelos poetas e, no caso específico, o fizemos através de alguns poemas de Manuel Bandeira, os quais permitiram a identificação de múltiplas imagens.
    Maravilhado pelas imagens poéticas e sob a ressonância delas, os sentidos despertam e se harmonizam num devaneio poético que torna o mundo mais belo, principalmente quando está voltado para a infância. Trabalhando sobre a história de cada um, o devaneio voltado para a infância traz benefícios para a vida adulta quando nos deixa encontrar a criança que fomos e que ainda pode nos nutrir, nos reconfortar e nos apaziguar.
Palabras clave: Imagens poéticas, devaneio, infância

Abstract: This article proposes a resumption of Gaston Bachelard's discussions about reveries with regard to childhood. On resuming such reflections one tried to associate them with the poetic images evoked by the poets. In this specific study, we did it through some poems by the brazilian poet Manuel Bandeira. Such poems allowed multiple images to be identified.
    Delighted by the images and its poetic resonance, the senses awake and harmonize themselves in a poetic reverie that makes the world more beautiful, especially when attention is turned to childhood. Working on the history of each one, the reverie let us go back to childhood and this is beneficial for adult life when we let ourselves reconnect with the child we were that still can nourish us, bringing comfort and calmness.
Keywords: Poetci Imagery, Reverie, Childhood

 

...uma imagem poética pode ser o germe de um mundo,
o germe de um universo imaginado diante do devaneio de um poeta.

Gaston BACHELARD

 

Segundo Octavio Paz (1982, p. 119) cada imagem, por ele designada como toda a forma verbal, frase ou conjunto de frases utilizadas pelo poeta, contém significados contrários ou díspares, que podem tornar o seu resultado muitas vezes escandaloso porque desafia o princípio da contradição. Para os poetas a imagem recria o ser e consegue dizer o indizível: “as plumas leves são pedras pesadas”(p.129). A imagem poética reproduz a pluralidade da realidade, ao mesmo tempo em que lhe confere unidade. Ela explica-se a si mesma, convidando-nos a recriá-la e a revivê-la.

Ciente das possibilidades que nos são concedidas pela imagem poética chegamos a Bachelard (1988) que nos remete à capacidade, à alegria de maravilhar-se. Maravilhar-se diante de uma imagem poética que, em sua sutileza, reanima origens ocultas, renovando traços e aflorando uma ingenuidade primordial que nos possibilita o acolhimento puro do poema. Mas apenas o acolhimento passivo do poema não permite que o leitor participe da imaginação criadora com a profundidade necessária, por isso a fenomenologia da imagem exige a ativação da participação na imaginação criadora.

Para o autor a imaginação criadora é uma função do irreal, ela é a capacidade de deformar as imagens, transformando a imagem original em algo novo, inesperado. Em sua obra A poética do espaço, de 1957, ele esclarece que “a imagem poética não está sujeita a um impulso. Não é o eco de um passado. É antes o inverso: como a explosão de uma imagem, o passado longínquo ressoa de ecos e já não vemos em que profundezas esses ecos vão repercutir e morrer.” (BACHELARD, 1989, p. 2)

Através do método fenomenológico, Bachelard (1988) tenta enfocar o processo de tomada de consciência pelo sujeito maravilhado pelas imagens poéticas. Assim, sob a ressonância das imagens poéticas, todos os sentidos despertam e se harmonizam no devaneio poético, um devaneio que a poesia coloca em ascensão e que a consciência poética deve registrar, pois “para comunicá-lo é preciso escrevê-lo, escrevê-lo com emoção, com gosto, revivendo-o melhor ao transcrevê-lo.” (BACHELARD, 1988, p.7) O devaneio poético, segundo o autor, é uma abertura para um mundo mais belo, um mundo que encanta o eu sonhador e que o poeta sabe partilhar.

Voltando-se para os devaneios que reconduzem à infância, Bachelard (1988) nos lembra que nas recordações da tenra idade é difícil distinguir imaginação e memória, pois o domínio das imagens amadas pode aflorar como lembrança, “na virtude de imagem” (BACHELARD, 1988, p. 20), tornando-se a origem de um devaneio. Na obra poética o processo se complexifica ainda mais, pois nele memória e imaginação se adensam.

“Por alguns de seus traços, a infância dura a vida inteira. É ela que vem animar amplos setores da vida adulta.”(BACHELARD, 1988, p. 20). Trabalhando sobre a história de cada um, o devaneio traz benefícios para a vida adulta quando nos deixa encontrar a criança que fomos e que ainda pode nos nutrir, nos reconfortar e nos apaziguar. Há devaneios profundos, que nos ajudam a chegar no fundo de nós mesmos, na mais íntima das nossas solidões, a solidão primeira da infância. Tal solidão não conhece o sofrimento, conhece o sonho e no sonho nos libertamos dos nossos emaranhados da vida adulta.

Assim, toda a nossa infância está num devir da imaginação. A alma humana traz impresso um núcleo de infância, oculta para outros olhos, mas viva e pronta para alçar vôo através de um devaneio, ou disfarçada em histórias por nós contadas:

Uma infância potencial habita em nós. Quando vamos reencontrá-la nos nossos devaneios, mais ainda que na sua realidade, nós a revivemos em suas possibilidades. Sonhamos tudo o que ela poderia ter sido, sonhamos no limite da história e da lenda. (BACHELARD, 1988, p. 95)

A infância que perdura em nós é que permite a comunicação com os poetas da infância, já que o poeta não repassa o passado de sua imagem e mesmo assim ela é captada, remetendo esta identificação para uma significação ontológica. Conforme Bachelard (1988), a imagem, em sua simplicidade, é a dádiva de uma consciência ingênua, desligada do saber. Ela pode ser considerada uma transmissão de alma para alma, ao nível da imagem lida.

“Um excesso de infância é um germe de poema.” (BACHELARD, 1988, p.95) Podemos experimentar a veracidade desta afirmação através do poema “Infância” de Manuel Bandeira:

Corrida de ciclistas.

Só me lembro de um bambual debruçado no rio.
Três anos?
Foi em Petrópolis.

Procuro mais longe em minhas reminiscências.
Que me dera recordar a teta negra de minh’ama-de-leite...
...meus olhos não conseguem romper os ruços definitivos do tempo.
Ainda em Petrópolis... um pátio de hotel... brinquedos pelo chão...

Depois a casa de São Paulo.
Miguel Guimarães, alegre, míope e mefistofélico,
Tirando reloginhos de plaquê da concha de minha orelha.
O urubu pousado no muro do quintal.
Fabrico uma trombeta de papel.
Comando...
O urubu obedece.
Fujo, aterrado do meu primeiro gesto de magia.

Depois... a praia de Santos...
Corridas em círculos riscados na areia...
Outra vez Miguel Guimarães, juiz de chegada, com os seus presentinhos.

A ratazana enorme apanhada na ratoeira.
Outro bambual...
O que inspirou a meu irmão o seu único poema:
           “Eu ia por um caminho,
           Encontrei um maracatu.
           O qual vinha direitinho
           Pelas flechas de um bambu.”

As marés de equinócio.
O meu jardim submerso...
Meu tio Cláudio erguendo do chão uma ponta de mastro destroçado.

Poesia dos naufrágios!

Depois Petrópolis novamente.
Eu, junto do tanque, de linha amarrada no incisivo de leite, sem coragem de [puxar.

Véspera de Natal... Os chinelinhos atrás da porta...
E a manhã seguinte, na cama, deslumbrado com os brinquedos trazidos pela [fada.
E a chácara da Gávea?
E a casa da Rua Don’Ana?

Boy, o primeiro cachorro.
Não haveria outro nome depois.
(Em casa até as cadelas se chamavam Boy).

Medo de gatunos...
Para mim eram homens com cara de pau.

A volta a Pernambuco!
Descoberta dos casarões de telha-vã.
Meu avô materno - um santo...
Minha avó batalhadora.

A casa da Rua União.
O pátio - núcleo de poesia.
O banheiro - núcleo de poesia.
O cambrone - núcleo de poesia (“la fraicheur des latrines!”)

A alcova de música - núcleo de mistério.
Tapetinhos de peles de animais.
Ninguém nunca ia lá... Silêncio... Obscuridade...
O piano de armário, teclas amarelecidas, cordas desafinadas.

Descoberta da rua!
Os vendedores a domicílio.
Ai mundo dos papagaios de papel, dos piões, da amarelinha!

Uma noite a menina me tirou da roda de coelho-sai, me levou, imperiosa e [ofegante para um desvão da casa de Dona Aninha Viegas, levantou a sainha [e disse mete.

Depois meu avô... Descoberta da morte!

Com dez anos vim para o Rio.
Conhecia a vida em suas verdades essenciais.
Estava maduro para o sofrimento
E para a poesia.

“O ser do devaneio atravessa sem envelhecer todas as idades do homem, da infância à velhice.”(BACHELARD, 1988, p. 96). O adulto que devaneia pensando na infância neste poema nos remete ao desfile bachelardiano de dialéticas de fatos e valores, de sonhos e realidades, de lembranças e lendas e de projetos e quimeras. Sob esse enfoque, o passado não é estável; ele não acode à memória nem com os mesmos traços, nem com a mesma luz, mas com uma rede de valores da intimidade de um ser que não esquece. O espírito se lembra e a alma se alimenta dessa lembrança. Memória e imaginação rivalizam para que as imagens que se ligam à vida retornem com toda a força.

Neste poema parece que as lembranças surgem emolduradas em alguns trechos: “Só me lembro do bambual debruçado no rio.”; “O urubu pousado no muro do quintal.”; “Corridas em círculos riscados na areia...”; “Outro bambual...”; “As marés de equinócio.”; “E a Chácara da Gávea?”. Identificamos a noção de que a lembrança não tem data, tem estações, tem natureza, cenário que fica gravado na intimidade do ser que recorda. As imagens visuais são muito nítidas e tem uma facilidade de evocação nas nossas lembranças de infância, assim como também o são os odores e até os sabores. Basta fechar os olhos para que reencontremos os cenários de outrora, os cheiros familiares e os sabores aprazíveis da culinária de nossa preferência.

Ao percorrer o poema podemos perceber a idéia de ciclos (o das marés, o da troca dos dentes, das idas e vindas à cidade natal, o da crença em fadas e das descobertas sexuais) e a idéia de ritmo (do maracatu, dos jogos e brincadeiras de criança, da própria vida). O poeta, ao nos oferecer o seu testemunho através de um bem montado tapete de imagens (“Tapetinhos de peles de animais”; “núcleo de mistério”), nos abre a porta para os nossos próprios devaneios. (em quantas peles caberia o eu lírico? E o eu do leitor?).

“O pátio - núcleo de poesia.”; “A alcova de música - núcleo de mistério.”; as descobertas da rua e todas as suas implicações potencializam um devaneio benéfico, no sentido de que suscitam uma estranha saudade e um estranho consolo, deixando o menino pronto para as próximas experiências, pois ele “Conhecia a vida em suas verdades essenciais.”, ou seja, as verdades das imensidades primitivas, as mais puras e reveladoras onde o ser se afirma para aquilo que ele é.

Segundo Bachelard (1988), os poetas nos convencem de que todos os nossos devaneios de criança merecem ser recomeçados. Muitas vezes é por conta de uma imagem poética que despertamos para um estado de infância, que pode ir mais longe do que as nossas lembranças infantis e nos convidar a conclusões novas, reinventadas.

Diz Manuel Bandeira em seu poema “Céu”:

A criança olha
Para o céu azul.
Levanta a mãozinha.
Quer tocar o céu.

Não sente a criança
Que o céu é ilusão:
Crê que o não alcança,
Quando o tem na mão.

O poeta sabe que é preciso ir além do tempo real para encontrar o tempo tranqüilo da infância onde os sonhos eram possíveis sem a consciência da ilusão que aflora com o avanço da idade que desgasta. No refúgio das intenções da infância é possível encontrar a serenidade e a paz. Na psicologia das profundezas, a infância aparece como um arquétipo da felicidade simples: o poeta nos oferece imagens que atraem a felicidade e repelem os infortúnios. Somente nesta fase da vida encontramos a possibilidade de acreditar na glória de uma vida.

Ao meditar sobre a criança que fomos, ultrapassamos várias zonas (histórias, pesares, nostalgias) e atingimos um foco de vida, um arquétipo que permanece imutável. Esse arquétipo remonta à noção de arquétipo proposta por Jung: “arquétipo é uma tendência para formar estas mesmas representações de um motivo - representações que podem ter inúmeras variações de detalhes - sem perder sua configuração original.” (JUNG, s.d. p.20, apud MELLO, 2002, p.70). Para Bachelard (1988, p. 119) “os arquétipos são reservas de entusiasmo que nos ajudam a acreditar no mundo, a amar o mundo, a criar o nosso mundo.” Sendo assim, os arquétipos permanecerão sempre como origem de imagens muito poderosas.

No devaneio voltado para o nosso passado, para a nossa infância, temos a possibilidade de encontrar vozes adormecidas, temos a possibilidade de retomar destinos que não soubemos utilizar, como se o passado morto trouxesse em si um futuro, um futuro de imagens redescobertas. Vejamos o poema “Cotovia”:

_ Alô, cotovia!
Aonde voaste,
Por onde andaste,
Que tantas saudades me deixaste?

_ Andei onde deu o vento.
Onde foi meu pensamento.
Em sítios, que nunca viste,
De um país que não existe...
Voltei, te trouxe a alegria.

_ Muito contas, cotovia!
E que outras terras distantes
Visitaste? Dize ao triste.

_ Líbia ardente, Cítia fria,
Europa, França, Bahia...

_ E esqueceste Pernambuco,
Distraída?

_ Voei ao Recife, no Cais
Pousei da Rua da Aurora.

_ Aurora da minha vida,
Que os anos não trazem mais!

_ Os anos não, nem os dias,
Que isso cabe às cotovias.
Meu bico é bem pequenino
Para o bem que é deste mundo:
Se enche com uma gota de água.
Mas sei torcer o destino,
Sei no espaço de um segundo
Limpar o pesar mais fundo.
Voei ao Recife, e dos longes
Das distâncias, aonde alcança
Só a asa da cotovia,
_ Do mais remoto e perempto
Dos teus dias de criança
Te trouxe a extinta esperança,
Trouxe a perdida alegria.

Nesse poema percebemos a habilidade do poeta em criar a figura da cotovia para dialogar com o eu lírico. A cotovia pode ser interpretada como a própria infância que em dado momento bateu asas e voou. Enquanto isso o eu lírico foi perdendo o entusiasmo: “Que tantas saudades me deixaste?”. A liberdade dos sonhos que acompanham esta fase da vida distanciou-se: “Andei onde deu o vento.” e foi visitar outros lugares distantes, inclusive um país que não existe e que, por isso, pode ser idealizado. “E que outras terras distantes / Visitaste? Dize ao triste. / - Líbia ardente, Cítia fria, / Europa, França, Bahia...” Neste trecho encontramos uma intertextualidade com o poema de Carlos Drummond de Andrade chamado “Europa, França e Bahia”, no qual os olhos brasileiros sonham exotismos com os cenários europeus e se enjoam da Europa, saudosos das terras brasileiras. Tal como este, o eu lírico do poema “Cotovia”, sente necessidade de regressar ao seu local de identidade: “Voei ao Recife, no Cais / Pousei da Rua da Aurora.”, com certeza o local de sua infância, pois ao que responde: “Aurora da minha vida, / Que os anos não trazem mais!”. Estes versos nos remetem diretamente para o poema mais conhecido do poeta Casimiro de Abreu chamado “Meus oito anos”. Este poema está consagrado e sua primeira estrofe: “Oh! que saudades que tenho/Da aurora da minha vida,/Da minha infância querida/Que os anos não trazem, mais!/Que amor, que sonhos, que flores,/Naquelas tardes fagueiras,/À sombra das bananeiras,/Debaixo dos laranjais!" faz parte do imaginário dos brasileiros, que de alguma forma, em algum momento de suas vidas se identificam com os versos.

Novamente o eu lírico propõe-se a buscar nos seus primeiros anos de vida a alegria perdida com o passar do tempo. Não se pode voltar a ser criança, mas através dos devaneios despertados pelo poeta, é possível reconhecer na infância um “poço do ser” (BACHELARD, 1988, p. 109). No caso, a cotovia, interpretada como a própria infância, é capaz de “no espaço de um segundo / Limpar o pesar mais fundo.” e trazer de volta “a extinta esperança” e a “perdida alegria”.

“Se nos ajudamos com as imagens dos poetas, a infância se revela psicologicamente bela.” (BACHELARD, 1988, p. 95) Mesmo os sentimentos tristes se abrandam diante das imagens poéticas e ressurgem com certa nostalgia, abrandados por uma serenidade repousante através dos devaneios, por isso, não existe devaneio voltado para a infância que não se entregue à paz. Vejamos o poema “O impossível carinho”:

Escuta, eu não quero contar-te o meu desejo
Quero apenas contar-te a minha ternura
Ah se em troca de tanta felicidade que me dás
Eu te pudesse repor
- Eu soubesse repor -
No coração despedaçado
As mais puras alegrias de tua infância!

Neste poema o eu lírico expõe sua ternura e mostra-se disposto a melhorar o estado de espírito de alguém que sofre, alguém que está com o coração despedaçado. Para isso ele diz que este alguém lhe faz muito feliz e deseja muito que este alguém também se torne feliz. Tão feliz que esta felicidade mereceria ser buscada nas “mais puras alegrias de tua infância!”. Lá, no fundo de qualquer pessoa, adormecidas, estão as possibilidades de redenção de todo adulto infeliz. Para o adulto, cada vez mais, à medida em que envelhece, a infância passa a se configurar como um ideal de vida. Nessa fase tudo está por desabrochar, todos os sonhos estão inviolados e a alma guarda toda a sua grandeza.

Os poetas nos incitam a devanear através da oferta de um espetacular tapete de imagens, sobre o qual pisamos a princípio calçados, depois descalços e, de repente, estamos flutuando, vivenciando novas descobertas, aprimorando nosso conhecimento objetiva e subjetivamente: “pois é somente nas reações de nossa vida que pode residir toda a força e como que a necessidade de nossa verdade.” (VALÉRY, 1999, p. 196). Manuel Bandeira é um dos tantos que nos proporcionam esta rica experiência.

 

REFERÊNCIAS:

BACHELARD, Gaston. A poética do devaneio. Tradução de Antonio de Pádua Danesi. São Paulo: Martins Fontes, 1988.

BACHELARD, Gaston. A poética do espaço. São Paulo: Martins Fontes, 1989.

BANDEIRA, Manuel. Estrêla da vida inteira. Rio de Janeiro: José Olympio, 1966.

MELLO, Ana Maria Lisboa de. Poesia e imaginário. Porto Alegre: EDIPUCRS, 2002.

PAZ, Octavio. O arco e a lira. Tradução Olga Savary. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1982.

PERKOSKI, Norberto. Gaston Bachelard e a imaginação criadora. In Anais do II Fórum Nacional da Educação: humanizando teoria e prática. Santa Cruz do Sul: EDUNISC, 2002.

VALÉRY, Paul. Poesia e pensamento abstrato. In: ____. Variedades. São Paulo: Iluminuras, 1999.

 

© Silvia Raquel Rocha 2010

Espéculo. Revista de estudios literarios. Universidad Complutense de Madrid

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