A representação do leitor infantil em
a “A menina avoada” de Manoel de Barros

Izaura da Silva Cabral

Mestre em Letras (UNISC)
Professora do Instituto Estadual de Educação Ernesto Alves (IEEEA)


 

   
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Resumo: Este estudo busca discutir a representação do leitor infantil em um dos mais conhecidos textos poéticos do autor Manoel de Barros, “A menina avoada”. Além disso, procura demonstrar como a criança pode encontrar elementos que contribuam para sua identificação com a poesia, bem como perceber como se organiza o universo infantil e como a criança pode ser protagonista da literatura e do seu mundo fantástico.
Palabras clave: Palavras-chave: Manoel de Barros; Literatura infantil; Representação infantil; Leitor infantil; Texto poético

Abstract: This study search discussing the representation of the child reader in one of the best-known author's poetic texts Manoel de Barros, "A menina avoada". In addition, it seeks to demonstrate how the child can find elements that contribute to its identification with poetry, as well as understand how if organizes the infant universe and as the child can be protagonist of world literature and its fantastic.
Keywords: Manoel de Barros; children's literature; child Representation; child Reader; poetic Text.

 

A partir da análise da prosa poética de Manoel de Barros em “A menina avoada” e baseados em teóricos da literatura infantil e literatura em geral, percebemos que o autor recria um universo infantil, que traz ao leitor a representação de seu universo de brincadeiras, de fantasia, de jogos com a linguagem, com a riqueza de imagens poéticas. Podemos apontar vários pontos que mostram o privilégio que o leitor infantil encontra nesse texto: situações imaginárias, criatividade das crianças nas brincadeiras, jogos com a linguagem. Todos esses pontos evidenciam o caráter emancipatório, que deve ser peculiar à literatura infantil. E desperta o leitor, simbolicamente, para a curiosidade e a descobertas de novas experiências com o meio e com objetos que interage.

 

A criança na poesia

A poesia pode ter várias definições, sempre há muita discussão em torno dela, da sua função, de como ela pode construir um leitor, para que público ela está destinada, especialmente quando ela busca atingir a um leitor infantil. Para iniciar o nosso estudo nós ficaremos com as ponderações a cerca da poesia feitas por Octavio Paz (1982, p. 15) a fim de orientar a análise do texto de prosa poética “A menina avoada” de Manoel de Barros, que busca estudar como este tipo de texto reconstrói o universo infantil e que leitor pode ser construído a partir dessa leitura: a poesia é conhecimento, salvação, poder, abandono. É capaz de mudar o mundo, é revolucionária por natureza, exercício espiritual, é um método de liberação interior. A poesia revela este mundo e ao mesmo tempo cria outro.

Dessa forma, ao iniciarmos a análise pelo título do texto, podemos observar que essa menina avoada, de acordo com Ferreira (2008, p.100), é uma criança que tem a cabeça no ar, vive sonhando, é tonta de tanta imaginação, como todo e qualquer infante, mistura fantasia e realidade.

De acordo com Resende (2001, p. 83), é uma experiência gratificante a que a literatura pode proporcionar ao leitor de qualquer idade, isto é, a de provar emoções vividas na fantasia, mas totalmente verdadeiras, e que testam a riqueza da sensibilidade humana. Assim, o personagem protagonista é uma menina adulta que recorda de sua infância na fazenda do pai e das brincadeiras com o irmão, e ao mesmo tempo situa o leitor no tempo e espaço, que segundo Ramos (p. 4) é um tempo precedente e impreciso, lembrando uma característica dos contos de fadas, conhecidos do público infantil: “Foi na fazenda de meu pai antigamente. Eu teria dois anos; meu irmão, nove”. Por isso essa característica temporal agrada tanto ao leitor criança cuja noção de tempo ainda não possui uma definição mais precisa e Octavio Paz (1982, p.29), nos aponta como isso ocorre: “cada leitor procura algo no poema. E não é insólito que o encontre: já o trazia dentro de si”.

Para Abramovich (1994, p. 85), a poesia pode não ser um relato nostálgico de um adulto falando de coisas suas, de outros tempos, pode estar “falando de uma saudade próxima à criança, relativa a experiências recentes, a seu crescimento em relação a objetos lúdicos, sentimento que permite toda sorte de viagens imaginárias para dentro e para fora dela própria.” Essa maneira de apresentar os fatos pode aproximar do texto o leitor criança que, como todo ser humano sente saudade de um momento do passado, seja de uma brincadeira, seja de momentos de convivência familiar ou com amigos.

Também em relação ao narrador, podemos dizer a partir de Ramos (p. 4), que “a palavra pontua a presença de um narrador autodiegético, uma vez que a protagonista conta as suas vivências, conferindo maior autenticidade à história”. A presença desse narrador verossímil proporciona ao leitor uma maior identificação com as peripécias vividas pelos personagens. Isso pode ocorrer por que segundo Gomes, os narradores de Barros, geralmente, se apresentam como contadores de estórias, ficando assim bem próximos do leitor infantil, especialmente pela presença dos verbos e pronomes na primeira pessoa do singular: “Foi na fazenda de meu pai antigamente. Eu teria dois anos; meu irmão, nove.”

Inclusive quando a criança inicia a leitura da poesia, a ilustração em bordado, reproduz uma árvore, que é levada pelo vento, apontando ao leitor a continuidade da leitura, levando-o a novas descobertas na leitura. Para Ramos (p. 4), “desse modo, palavra e ilustração apontam, ao mesmo tempo, a liberdade como um aspecto do texto.”

Ainda em relação à ilustração e à palavra podemos dizer que elas se harmonizam, mas às vezes divergem, de acordo com Ramos criando um novo sentido a partir da leitura das duas linguagens:

Palavra, situações e ilustração podem se harmonizar ao anunciar determinados sentidos, há, porém, outras que, aparentemente, divergem, como percebemos na cena em que as crianças se propõem a realizar uma viagem. O visual mostra os bois puxando o carro em que a menina está viajando, já a palavra diz que é o menino que leva o carro. Há uma ambigüidade posta pelas duas linguagens e dela surge o sentido para o leitor: na brincadeira e na vida impõe-se a invenção. No universo do jogo, quem realiza a tarefa são os bois inventados, Maravilha e Redomão. Palavra e ilustração, nesse sentido, geram um Outro e caracterizam que tudo é inventado, de modo que se pode inventar até vida. (p. 4)

Em se tratando, ainda do início da leitura do texto poético, encontramos uma fantástica brincadeira de criança: um caixote e duas rodas de lata de goiaba que se transformam em um carro de bois. O irmão que puxava o caixote era os bois, aí no imaginário infantil o real e a fantasia se misturam formando um só mundo, o do faz-de-conta: “Meu irmão puxava o caixote por uma corda de embirra. Mas o carro era diz-que puxado por dois bois.” Para Gomes, “o brincar com a imaginação confere à criança a oportunidade de criar os seus próprios brinquedos ou de fantasiá-los a seu modo”. E os materiais utilizados para a brincadeira podem demonstrar que mesmo sem muitos recursos a criança pode ser capaz de imaginar incríveis brincadeiras, já que para a pesquisadora, os brinquedos que possuem (uma “peneira”, ou “um caixote e duas latas de goiabada”) fazem parte do cotidiano de crianças pobres, do meio rural. Porém, aqueles objetos se tornam extremamente ricos com relação à abertura que proporcionam para o mergulho no universo da imaginação e da inventividade, atividades que, dentre outras, podem aproximar os pequenos, a poesia e a arte.

Através da fantasia tudo é possível, já que os bois daquela brincadeira tinham até nome: “ - Puxa, Maravilha!” e “ - Avança, Redomão!” E era preciso tomar cuidado por que um deles era coiceiro. Os animais não são reais, fazem parte da brincadeira então, nomear os animais pode trazer ao leitor a identificação, já a criança se reconhece como ser nomeado e passa a criar uma relação de identidade com os personagens. O fato de os bois serem coiceiros pode representar um perigo, nessa aventura que a menina está vivendo com o irmão, o leitor pode se interessar mais pelos perigos enfrentados pelos personagens e acompanhar com mais atenção o desenrolar dos fatos.

Até mesmo podemos perceber que os personagens reais são humanos, a protagonista é representada pela menina, o menino faz parte da história que é contada por ela. Segundo Ramos, mesmo com idades diferentes eles conseguem participar desse pacto de fantasia, desse mundo fantástico, que é o faz-de-conta:

os personagens são humanos e o menino só surge na relação com a protagonista, ele é personagem da história dela. As crianças têm idades diferentes: ela “teria dois anos” e seu irmão nove, mas, visualmente, elas têm traços muito similares, não evidenciando, fisicamente, diferença de idades, anunciada pelo narrador, o que pode sinalizar que ambos dividem o mesmo pacto de fantasia (p.4).

O irmão desejava alcançar logo a cidade porque tinha uma namorada lá, e essa namorada, segundo a irmã, dava febre no corpo dele (tudo de mentirinha). No meio do caminho tinha um obstáculo, afinal a aventura, como tal, tinha seus perigos: “... a gente precisava atravessar um rio inventado.” Nesse momento acontece um desastre, como já vimos pode ser esperado pelo leitor em uma aventura: “Na travessia o carro afundou e os bois morreram afogados”. Só a menina como heroína do seu mundinho de faz-de-conta não morre, sobrevive. Ela mesma tem a explicação para esse fato, não aconteceu nada com ela “porque o rio era inventado”.

A presença dos personagens crianças, segundo Resende (2001, p. 93), faz com que o leitor se identifique com eles ou com o cenário em realizam as ações, se identificam também com o ponto de partida de um destino de relações, consigo mesmo e com os outros.

O texto não tem nenhuma métrica, pode ser considerado uma prosa poética. De acordo com Gomes, “a poesia de Barros apresenta intrinsecamente uma “força rítmica” e “sonoridade imprevisível”, características que apontam para um dos primeiros meios de acesso a sua poesia pelos pequenos: o encantamento sonoro. Pode-se dizer que o autor parece querer que “as ressonâncias verbais dominem o semântico”.

A prosa poética de Manoel de Barros é toda imagética, a todo o momento, pode ser fácil para o leitor imaginar a menina, com seu irmão brincando, na fazenda, de carro de bois. De acordo com Tavares (2002, p. 368), essas imagens podem ser divididas em três classificações.

Primeiramente temos as imagens concretas: “As rodas ficavam cambaias debaixo do caixote: Uma olhava para a outra na hora de caminhar”. Aqui os elementos personificados tornam-se facilmente perceptíveis a imaginação, o poeta utiliza esse recurso para aproximar o leitor infante do texto, para que ele encontre algo de significativo, já que, como infante, vive no mundo da imaginação, para a criança é como se as rodas tivessem olhos e olhassem uma para outra e mesmo cambaias seguem juntas se olhando, para não perder o rumo.

Em segundo lugar encontramos as imagens abstratas ou mortas: “Meu irmão pregava no caixote duas rodas de lata de goiabada.” Temos aqui apenas uma operação mental, não havendo mensagem evocadora nem substrato de afetividade. Porém se neste ponto continuarmos a leitura encontramos “a gente viajar”, então esta classificação muda de figura porque aqui as crianças estão viajando em um “carro de boi” por elas inventado, pode-se dizer, então, neste ponto de vista há presença de alguma afetividade.

Por último, podemos perceber as imagens afetivas: “A namorada do meu irmão dava febre no corpo dele.” Ou seja, ela imaginava que a namorada do irmão, conseguia fazê-lo sentir vontade de se encontrarem, mesmo sabendo, que tudo não passava de faz-de-conta. Esta construção é calçada no caráter afetivo, porque a irmã, como tinha apenas dois anos, não era capaz de imaginar o que significava esta febre, apenas sabia que era uma coisa boa esta “febre no corpo”, porém é importante salientar que a menina só tinha essa informação por que, segundo ela a culpa era do irmão: “Isso ele contava”.

Inclusive, falando das imagens que o texto traz para o leitor, podemos dizer que em “As cigarras derretiam a tarde com seus cantos” temos uma figura de harmonia que através do emprego das palavras descreve o fenômeno “ a tarde sendo derretida pelo canto das cigarras”. Essa descrição faz com que o leitor pense nos cantos da cigarra, da sua estridência e das sensações e impressões sensoriais que essa imagem pode causar. E, não é o canto das cigarras que derrete a tarde, literalmente, mas o calor. Também, não é a tarde que derrete por causa do calor, mas a temperatura daquele dia da aventura deveria estar muito elevada e as crianças que sofrem com essa temperatura. Então tudo está ligado harmonicamente “canto da cigarra”, “tarde”, “calor”, “os personagens” e tudo ao mesmo tempo fazendo parte da realidade de um possível leitor que esteja brincando em alguma fazenda ou em qualquer ambiente rural por aí. Essa imagem pode fazer com que o leitor sinta, vivencie a beleza de uma tarde de calor em que as cigarras cantam alegremente e as crianças “derretem” de tanto calor.

Além disso, podemos encontrar na poesia a presença de desvios da norma gramatical como elemento estilístico para embelezamento poético: “Foi na fazenda de meu pai antigamente”, o advérbio aqui é deslocado para reforçar a idéia de que o narrador está distante do tempo narrado. Segundo a ordem direta de uso do advérbio no português o encontraríamos logo após o verbo, teríamos então: “Foi, antigamente, na fazenda de meu pai” e não teríamos a beleza da construção poética causada por esse recurso utilizado no texto poético. Manoel de Barros brinca com as palavras de uma maneira sábia para dizer o indizível, construir um cenário impossível de ser construído para que as ações ocorram.

Quem lucra com essa riqueza lingüística é o leitor que está diante de um texto rico em imagens, construções poéticas e com um texto cheio de espaços a serem completados, como a polissemia que proporciona uma abertura de sentido. Inclusive em relação à linguagem, Manoel de Barros reconstrói a fala infantil, a maneira de se expressar da criança, principalmente pela utilização do coloquialismo.

Outro aspecto importante é a presença de outros elementos estruturais do texto narrativo na poesia: parece que discurso direto e indireto se misturam na construção “diz-que”. Essa construção apresenta o verbo dizer (na terceira pessoa do singular), que é chamado de um verbo discendi e geralmente antecede a transcrição da fala no discurso direto, seguido de dois pontos. Porém, nessa construção é seguido pelo hífen e pela conjunção “que” que geralmente introduz uma oração subordinada no discurso indireto “dizem que a namorada dava febre em seu corpo”. É, então, mais uma construção estilística para deixar indefinido quem é que diz algo, talvez pelo fato de o narrador ser adulto, refletindo, longe de seu tempo que não lembrava se era ela que dizia “que a namorada dava febre em seu corpo” ou o próprio irmão.

Ou ainda, podemos dizer que essa construção pode ter mais a ver com o faz-de-conta recordado por um pensamento adulto. O processo fantasioso do faz-de-conta é uma forma de “dizer-que” as coisas são o que na verdade elas não são.

 

Vendo o mundo pela primeira vez

Depois de observar aspectos do texto, podemos dizer que em “A menina avoada”, Manoel de Barros consegue trazer para o leitor uma poesia pura, como puros são aqueles que estão vendo o mundo pela primeira vez: as crianças, construindo assim um universo infantil, em que os pequenos podem se visualizar. Dessa maneira, a criança pode se identificar com aquele mundo construído e de acordo com Resende (2001, p. 86), “quanto mais a criança se vê no texto, mais ela construirá uma relação emocional com o que lê”.

Podemos apontar vários pontos que mostram o privilégio que o leitor infantil encontra nesse texto: situações imaginárias, criatividade das crianças nas brincadeiras, representação do mundo infantil semelhante ao da menina avoada. Todos esses pontos evidenciam o caráter emancipatório, que deve ser peculiar à literatura infantil. E que despertam o leitor, simbolicamente, para a curiosidade e a descobertas de novas experiências nas relações que estabelece com o meio e com os objetos que interage. Esses pontos mostram uma relação do fazer poético com a infância - etapa da vida em que o conhecimento da realidade realiza-se pela sensibilidade, pela emoção, pela intuição, com o predomínio do pensamento fantasioso, razão pela qual é considerada uma fase importante para a formação de um futuro leitor. A interação com obras literárias, como esta produzida por Manoel de Barros, cujas temáticas abordem questões do interesse e necessidade da criança pode contribuir para a formação desse futuro leitor. Segundo Gomes, para o poeta, é através das brincadeiras, no brincar despropositado, que a criança, ou seja, o leitor infantil pode encontrar a poesia das e nas coisas.

Remetendo-nos ao que diz Octavio Paz sobre poesia no início do texto, observamos que em “A menina avoada” a criança tem a imaginação como um método de liberação interior. A criatividade das brincadeiras na poesia revela o mundo real e ao mesmo tempo cria outro imaginário, onde o leitor infantil pode viver incríveis aventuras, fazer com que simples objetos se transformem em carros, que um menino seja os bois que puxam o carro. Por isso, da mesma forma que a atividade poética, o olhar da criança cria novas perspectivas em relação aos objetos, fatos, idéias. De acordo com Octavio Paz (1982, p. 137), a poesia, enquanto imagem, é dotada desta mesma propriedade, ao submeter a unidade à pluralidade de significados, que são conservados sem converter-se em disparate. O poeta não quer dizer ele diz, dessa forma, podemos dizer que a imagem na poesia não explica nada, porém convida-nos a recriá-la e literalmente revivê-la.

Dessa maneira, ao apropriar-se da construção poética, os textos aproximam-se do universo infantil e, a partir dessa perspectiva recriam a maneira como a criança percebe o meio em que vive e brinca com sua percepção, em um processo de autoconstrução que se associa tanto à construção do próprio espaço como a construção de si enquanto protagonista da literatura infantil e mais como protagonista de sua existência. Então podemos dizer que neste texto, Manoel de Barros, através das construções poéticas, das imagens, das personagens e suas ações, do jogo com a linguagem, aproxima-se do leitor infantil, incentivando-lhe a imaginação e a fantasia.

 

REFERÊNCIAS

ABRAMOVICH, Fanny. Literatura infantil: gostosuras e bobices. São Paulo: Scipione, 1994.

BARROS, Manoel de. Exercícios de ser criança. In: Palavras de Encantamento: poesias. São Paulo: Moderna, 2002.

FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Aurélio: o dicionário da língua portuguesa. 2ª. ed. Curitiba: Positivo, 2008.

GOLDSTEIN, Norma. Versos, sons, ritmos. 13 ed. São Paulo: Ática, 2002.

GOMES, Massillania Ferreira. Brincadeiras de meninos e meninas como “matéria de poesia” em Manoel de Barros. Disponível em www.alb.com.br/anais14/Cse09.html. Acesso em 16-02-2010.

PAZ, Octavio. O arco e a lira. Tradução de Olga Savary. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1982.

RAMOS, Flávia Brocchetto. Leitura da prosa poética contemporânea. Disponível em www.unisc.br/cursos/pos_graduacao/.../leitura_prosa_poetica.pdf. Acesso em 16-02-2010.

RESENDE, Vânia Maria. Literatura, afeto, memória. In: SERRA, Elizabete D. (Org.).

Ética, estética e afeto na literatura para crianças e jovens. São Paulo: Global, 2001.

TAVARES, Hênio Último da Cunha. Teoria literária. 12 ed. Belo Horizonte: Itatiaia, 2002.

 

© Izaura da Silva Cabral 2011

Espéculo. Revista de estudios literarios. Universidad Complutense de Madrid

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